quarta-feira, 7 de julho de 2010

Príncipe Sidarta, o iluminado.

















Há muito tempo atrás, por volta do século V ou VI a.C, no Nepal, reino de Sakya, nasceu um príncipe chamado Sidarta. No dia do seu nascimento, seu pai, o rei Sudohanna, ficou muito feliz, pois sabia que ele seria o herdeiro do seu trono e logo que a notícia se espalhou pela cidade, o povo comemorou com entusiasmo a chegada do pequeno príncipe. Poucos dias após o seu nascimento, uma notícia deixou muito triste a todos daquele reinado: a rainha, mãe de Sidarta, adoeceu e desencarnou deixando-o aos cuidados de sua tia, Mahaprajapati.

Perto dali, numa montanha, vivia um velho ermitão chamado Asita. Quando Asita soube do nascimento do príncipe Sidarta, resolveu ir até o palácio conhecer de perto a criança. Asita era um médium vidente e quando visitou Sidarta percebeu que a sua aura era iluminada e teve uma maravilhosa visão. Chamou então o rei Sudohanna e muito emocionado lhe fez uma revelação :

“- O pequeno príncipe, se permanecer no palácio, após a juventude, tornar-se-á um grande rei e governará o mundo. Por outro lado, se abandonar os prazeres do mundo e ingressar na senda mística, tornar-se-á um Buda.”

Buda era o mesmo que “iluminado” ou “homem sábio” e isso não agradou ao seu pai. Sudohanna queria que o príncipe Sidarta se tornasse um grande rei, o seu sucessor no trono.

Com o tempo, Sidarta foi crescendo e se tornando uma criança muito inteligente. Ele refletia sobre todas as coisas que via. Queria saber o significado da vida e do mundo e o porquê das coisas. Ele observava muito a natureza.

Um dia, quando contava sete anos, ele estava num campo com o seu pai e curioso contemplava uma minhoca que perfurava a terra. Foi então que veio um pequeno pássaro e a devorou, voando rapidamente em seguida. Sidarta acompanhou o seu vôo até quando uma enorme ave de rapina carregou-o velozmente em suas garras, mas, logo depois para sua surpresa, uma flecha disparada por algum caçador a atingiu no peito e ela caiu imóvel ao solo.

O príncipe, bastante chocado com o que acabara de assistir, passou a refletir sobre o que levava os seres vivos a se destruírem entre si.

Nesse momento lembrou-se que sua mãe adoecera e morrera sem nem mesmo a tê-la conhecido, e pensou : - Porque essas coisas acontecem na vida de todos os seres ? , será que ninguém está livre do sofrimento ?

O rei Sudohanna cuidou para que Sidarta tivesse os melhores mestres, mas o príncipe estudava muito e por conta de sua inteligência acabava se tornando, ele próprio, o professor de seus mestres. Sidarta viveu também rodeado de riqueza e muito conforto. Seu pai era um rei muito poderoso, tinha três palácios para morar : um de inverno, outro de verão e outro para a primavera.

Em sua juventude, Sidarta teve a companhia de belas garotas e foi com Yasodara, a sua prima, que aos 16 anos ele se casou e juntos tiveram um filho. Mas, vez por outra o príncipe Sidarta ficava triste, sentia que algo lhe faltava e voltava a pensar nas coisas da vida. Quando ele ficava muito pensativo, costumava sentar-se sobre a copa de uma frondosa árvore do jardim do palácio e lá ficava por horas e horas a meditar.












Aquele comportamento do príncipe causava comentários por parte de todos os empregados do palácio e Sudohanna, temendo que Sidarta se tornasse um Buda e a profecia do velho ermitão Asita se concretizasse, ordenou que fechassem todos os portões e proibiu que ele jamais deixasse as dependências do palácio.

A partir daí, o príncipe Sidarta, viveu isolado do resto do mundo. Agora ele tinha a companhia de Yasadora, sua esposa e de Channa, o seu fiel escudeiro. Um dia, tomado pelo tédio da sua rotina no palácio, resolveu sair sem avisar ao seu pai. Esperou a primeira distração do rei, selou o seu cavalo e fugiu junto com Channa para conhecer de perto como era a cidade.

Deparou-se com pessoas doentes, velhos famintos pelas ruas e crianças sujas e mal vestidas. Sidarta conheceu de perto o que era o sofrimento, a dor e a morte. Quando já retornava ao palácio, algo lhe chamou a atenção: um velho mendigo, sujo e maltrapilho veio lhe pedir esmola e ele percebeu nos olhos daquele pobre homem, que apesar dele estar vivendo naquelas condições, ele demonstrava-se muito sereno. A sua paz era tamanha que podia ser sentida pelo príncipe.

Quando o pobre homem se retirou, Sidarta pediu uma explicação ao seu servo Channa:

- Channa, como pode um homem nessa situação, mostrar-se tão tranqüilo?

- Aquele é um homem santo. – respondeu o seu servo - não se deixa mais arrastar pelas coisas do mundo. Ele parece já ter entendido o significado da vida.


















Daquele dia em diante, Sidarta resolveu descobrir o segredo da verdadeira felicidade. Despediu-se do rei e de sua família, deixou o palácio e toda a sua riqueza e partiu para viver sozinho numa floresta. Ele aprendeu que a verdadeira felicidade está na Paz e a Paz está dentro de cada um de nós. Assim o príncipe Sidarta se tornou Buda, o iluminado e ensinou para o mundo lições inesquecíveis e importantes como:

O respeito pela vida de todos os seres e a compaixão.

Que todos somos iguais.

Devemos nos afastar de todo o mal, praticarmos o bem e termos sempre bons pensamentos.


Carlos Pereira


Referências:
Biografia de Jaaziel Correia Santos.

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